Jacó e Esaú
Leia Gênesis 25:21-34. Compare as personalidades de Jacó e Esaú. Que qualidades de Jacó o predispuseram a ser digno da bênção de Isaque?
Desde o ventre de sua mãe, percebemos que Jacó e Esaú eram diferentes e lutariam um contra o outro. Enquanto Esaú é descrito como perito caçador, homem do campo, Jacó é visto como alguém tranquilo, assentado à tenda e meditando. A palavra hebraica tam, traduzida como “pacato”, é a mesma aplicada a Jó e a Noé, traduzida como “íntegro” para Jó (Jó 8:20) e “justo” para Noé (Gn 6:9).
Essa diferença de caráter se tornaria evidente mais tarde (Gn 27– 28:5). Quando Esaú chegou em casa cansado e com fome, Jacó havia preparado lentilhas para si. Para Esaú, o prazer imediato visível e físico do alimento (Gn 25:32) foi mais importante do que a bênção futura associada ao seu direito de primogenitura (compare com Hb 12:16, 17).
“As promessas feitas a Abraão e confirmadas ao seu filho eram consideradas por Isaque e Rebeca o grande objetivo de seus desejos e esperanças. Esaú e Jacó estavam familiarizados com essas promessas. Foram ensinados a considerar a primogenitura algo de grande importância, pois incluía não somente a herança das riquezas terrestres, mas também a liderança espiritual. Aquele que a recebia devia ser o sacerdote da família, e na linhagem de sua posteridade viria o Redentor do mundo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 143 [177]).
Para Jacó, em contraste com seu irmão, o significado espiritual da bênção era o que importava. No entanto, depois, instigado por sua mãe (Gn 27), Jacó enganou seu pai de maneira aberta e proposital, até mesmo usando o nome do “Senhor, seu Deus” (Gn 27:20) ao perpetrar o artifício. Ele cometeu esse engano terrível, ainda que por algo que sabia ser bom.
Os resultados foram trágicos, acrescentando mais disfunções a uma família já disfuncional.
