José e Benjamim
Jacó não poderia permitir facilmente a partida de Benjamim, seu único filho com Raquel que permanecia com ele. Tinha medo de perdê-lo, pois já havia perdido José (Gn 43:6-8). Somente quando não havia mais alimento (Gn 43:2) e quando Judá se comprometeu a garantir o retorno de Benjamim (Gn 43:9), Jacó finalmente consentiu em uma segunda visita ao Egito e permitiu que Benjamim fosse com seus irmãos
Que efeito teve a presença de Benjamim no curso dos eventos? Gn 43
A presença de Benjamim dominou os eventos. Quando todos os irmãos estavam diante de José, ele foi a única pessoa que José viu (Gn 43:16) e o único chamado “irmão” (Gn 43:29). Enquanto Benjamim é chamado pelo nome, todos os outros não são identificados; são simplesmente chamados de “homens” (Gn 43:16).
José chamou Benjamim de “meu filho”, como uma expressão reconfortante de afeto especial (Gn 43:29; compare com Gn 22:8). A bênção de José referia-se à “graça” (Gn 43:29), uma reminiscência de seu pedido de graça, o qual não foi atendido (Gn 42:21). José deu a Benjamim a graça que ele não recebeu de seus outros irmãos.
Enquanto os irmãos de José temiam ser presos por causa do dinheiro devolvido, José preparava um banquete para eles por causa da presença de Benjamim. É como se ele tivesse um efeito redentivo sobre a situação. Quando todos os irmãos estavam assentados de acordo com a idade e respeitando as regras de honra, Benjamim, o mais jovem, foi servido cinco vezes mais do que os outros (Gn 43:33, 34). No entanto, esse favoritismo não os incomodou, como acontecia quando José era o favorito de seu pai, o que levou a suas ações terríveis para com seu meio-irmão e seu pai (Gn 37:3, 4).
“Por esse sinal de favor para com Benjamim, esperava averiguar se o irmão mais novo era olhado com a inveja e o ódio que haviam sido manifestados para com ele. Ainda supondo que José não compreendia sua língua, os irmãos conversavam livremente uns com os outros. Assim ele teve uma boa oportunidade de conhecer seus verdadeiros sentimentos. Ainda desejava prová-los mais e, antes de sua partida, ordenou que seu próprio copo de prata fosse escondido no saco de mantimentos do mais novo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 187, 188 [228, 229]).
